sexta-feira, 7 de agosto de 2020

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Empresário quer mobilização para salvar ramal ferroviário abandonado

Empresário quer mobilização para salvar ramal ferroviário abandonado
Crédito da foto Para Empresário Marcelo Palhares, na antiga estação ferroviária de Jacarezinho, inconformado com o abandono (FOTO: FERROVIA) Crédito: DIVULGAÇÃO
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A malha ferroviária ligando os estados de São Paulo e Paraná (divisa entre Ourinhos e Jacarezinho) com dois ramais, o primeiro sentido Londrina e, o segundo, ligando esta região à Jaguariaíva (Campos Gerais) há muito deixou de ser prioridade para os governos, que via de regra, abandonaram completamente este patrimônio.

O traçado ligando a divisa de Ourinhos até Maringá ainda continua funcionando, mas no trecho entre Jacarezinho e Jaguariaíva, o abandono é absoluto. Um patrimônio da região e de toda a população brasileira, se perde no tempo, sendo que, em vários pontos, nem os trilhos sobreviveram, vandalizados e roubados.

O Ministério Público Federal (MPF), há alguns anos, tentou reverter este quadro de destruição desse patrimônio, ingressando com ação contra a Rumo Logística, concessionária que explora o trecho, mas poucos avanços acabaram efetivamente ocorrendo.

Algumas estações, responsáveis pelo desenvolvimento de várias cidades, foram restauradas, como a de Joaquim Távora, que se transformou em um museu histórico da comunidade. A maioria, porém, continua abandonada.

Recuperação

O empresário jacarezinhense Marcelo Palhares, que atua na área educacional e financeira, é um inconformado com esta situação e quer ampla mobilização regional pela recuperação da malha ferroviária entre a divisa de Ourinhos e Jacarezinho, até Jaguariaíva, num traçado de cerca de 200 quilômetros. Ele considera um absurdo o silêncio das lideranças regionais que se mantêm silenciosos enquanto um patrimônio inestimável se perde no abandono.

Entrevista que concedeu no último fim de semana, Palhares informa que vai procurar o Ministério Público Federal, com sede em Jacarezinho, para tomar conhecimento da situação jurídica deste caso, já que a Procuradoria da República já ingressou com ação contra concessionária que tem a concessão da ferrovia. “Não podemos nos silenciar diante de um crime que lesa a sociedade regional. Enquanto tantas regiões lutam, para ter uma ferrovia para escoamento de sua produção agrícola e industrial, estamos permitindo a destruição de um instrumento fundamental o nosso sonhado desenvolvimento econômico e social”, assinala.

Marcelo Palhares observa que a inoperância do trecho da malha ferroviária da região obriga as empresas a procurar o transporte rodoviário, que é mais caro. O empresário lembra que o abandono da ferrovia se acentuou depois que o Governo Federal passou a concessão da antiga Rede Ferroviária Federal para empresas privadas, que abandonaram trechos menos rentáveis.

Palhares observa que, segundo estudos recentes, pelo menos 20% dos 2500 quilômetros da rede ferroviária paranaense que estão sem a circulação de trens de carga são do interior, sendo o Norte Pioneiro a região mais prejudicada.

Para o empresário, a competitividade das empresas depende da ferrovia como alternativa de transporte mais barato. Segundo ele, a ferrovia oferece garantia de transporte de maiores volumes a um custo muito menor, aumentando a eficiência das companhias. Sem contar, segundo ele, a perda de um patrimônio histórico que conta a luta de nossos pioneiros pelo desenvolvimento regional.

Prejuízos para indústria

Uma das empresas prejudicadas é a Usina Jacarezinho que utilizava a malha ferroviária desde a década de 70 quando o trecho Jacarezinho em direção a Curitiba estava em operação. Dentro da indústria há inclusive um desvio ferroviário que sempre abastecia os vagões para levar a produção a Paranaguá.

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Fonte do post: Tribuna do Vale

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