Monday, 21 de September de 2020

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Pânico na Band é banido da Comic Con

Pânico na Band é banido da Comic Con
Photo Credit To (foto: Reprodução)
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O programa Pânico da Band foi banido da cobertura da Comic Com Experience (CCXP) em São Paulo. A organização do evento divulgou uma nota no Facebook explicando o motivo da decisão, e dizendo que o programa faltou com respeito e chegou a lamber uma visitante da feira.

Os organizadores falam na nota que o Pânico fez uma cobertura divertida do evento em 2014, e que por isso foi credenciado para a cobertura da edição 2015. Eles porém dizem que este ano o programa teria desrespeitado alguns cosplayers, que são os fãs que se fantasiam de seus personagens favoritos.

As atitudes dos repórteres do programa foram repudiadas pela organização “As atitudes do Pânico na Band dentro da CCXP representam um retrocesso que não podemos aceitar. Ninguém pode, não mais”.

A matéria foi ao ar ontem no final do Pânico na Band, a CCXP aconteceu entre os dias 3 até o dia 6 de dezembro na capital paulista.

Confira na íntegra a nota publicada pela organização da Comic Com Experience sobre o programa Pânico na Band

 

“CCXP 2015 | Nota de repúdio ao programa Pânico na Band

 Na CCXP – Comic Con Experience, todas as pessoas são bem-vindas e incentivadas, sem preconceitos, a ser quem são – ou quem desejam ser. É um ambiente harmonioso que defendemos, um lugar onde cosplayers, nerds, gamers, cinéfilos, leitores de quadrinhos e simples curiosos convivem com respeito. Numa convenção de cultura pop, o contrato social que sonhamos para nós – em que toda diferença é aceita e celebrada – torna-se realidade.

 É com tristeza e um sentimento de desgosto, então, que assistimos à maneira como o programa Pânico na Band, incapaz de lidar com o diferente, traz para dentro da CCXP seus preconceitos de gênero e seu franco desrespeito, entrevistando cosplayers com grosseria – chegando a lamber uma visitante. Depois desse incidente lamentável o Pânico na Band foi banido da CCXP 2015 e de todas as atividades organizadas a partir de hoje.

 Não se trata aqui de discutir limites de humor. A cobertura do Pânico na Band da CCXP 2014, inclusive, foi muito bem-humorada e eles foram credenciados para a nova edição dentro desse espírito. No entanto, assédios moral e sexual são temas seriíssimos e preocupações constantes em convenções de cultura pop no mundo inteiro – assim como fora delas. As atitudes do Pânico na Band dentro da CCXP representam um retrocesso que não podemos aceitar. Ninguém pode, não mais.

 O senso de humor é um componente fundamental do cosplay. Nesta segunda-feira a web ainda se diverte com as imagens dos trajes mais inventivos que passaram pelos quatro dias da convenção, do meme de Pulp Fiction às crianças vestidas de Coringa. Mas o cosplay também é uma forma de expressão que ajuda muita gente a fantasiar, com segurança, com aquilo que deseja para si. Pessoas aderem ao cosplay para se tornarem mais fortes, usando a interpretação e a confecção de seus trajes para lutar contra quadros de depressão, para manifestar sua sexualidade, para trabalhar sua auto-estima, como um super-herói.

 A organização da CCXP repudia com indignação a postura inaceitável do Pânico na Band porque ela desmancha esse encanto do qual depende qualquer convenção de cultura pop. Mas os cosplayers, os nerds, os gamers, os cinéfilos e os leitores de quadrinhos são maiores, mais unidos e mais fortes. E um dia o contrato social de tolerância que estabelecemos dentro dessas convenções vai se espalhar porta afora, como um coro.

 The Fellowship of the Comic Con Experience, 7 de dezembro de 2015.”

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Post source : Bem Paraná

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