sábado, 15 de dezembro de 2018

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Paranaense vence preconceito e é selecionado para escola do Bolshoi

Paranaense vence preconceito e é selecionado para escola do Bolshoi
Crédito da foto Para Gabriel Barros Briceño: apoio total em casa (foto: Geraldo Bubiniak)
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Gabriel Alberto de Barros Briceño tem só 10 anos mas, em breve, estará de mudança de Curitiba para a cidade catarinense de Joinville, onde se integrará a companhia de dança Bolshoi, uma das escolas de balé mais respeitadas em todo o mundo. E junto com ele, vai a família toda — a mãe Ana Victória Briceño, o pai Paulo Henrique de Barros e o irmão, Daniel , de 8 anos. “Para meu trabalho não faz diferença onde eu esteja e o Paulo já está procurando trabalho e também já estamos vendo casa e escola para os meninos”, conta Ana Victória.

Para Gabriel esse passo representa o início da realização de um sonho que começou aos 3 anos, quando ele escolheu frequentar as aulas de balé da escola de educação infantil e não o futebol. E para a família, o amor em forma de apoio às suas escolhas. “Estamos muito felizes, pois o Gabriel foi selecionado entre mais de 600 bailarinos e agora, como sempre fizemos, vamos apoiar ele em sua escolha”, conta a mãe. “Ele estará fazendo aquilo que sempre quis fazer, desde os três anos quando preferiu fazer balet a futebol na escola”, diz.

Sobre a escolha de Gabriel, Ana revela que foi uma grande surpresa, afinal não era comum que um menino gostasse de dança e, por medo de como essa preferência seria vista, os pais sugeriram a Gabriel que ele fizesse patinação artística. Ana Victória, que confessa que, sem se dar conta, estava julgando o filho com os olhos do senso comum. “Eu achei que fosse coisa de criança e que logo ele iria mudar de ideia e também tinha medo de como os outros coleguinhas iriam ver o Gabriel”, conta.

Apesar de ter gostado de fazer patinação artística, Gabriel nunca esqueceu a dança. Ela relata que as professoras sempre viam o garoto espiando as aulas de balé. Ana Victória conta que, primeiro achavam que era por causa das meninas, mas com o tempo Gabriel, que estava sempre pulando pela casa, conseguiu convencer os pais que ele gostava e queria fazer aulas de dança. “Foi aí que, então, decidimos matricular o Gabriel no balé”, relembra.

Feliz por ver Gabriel contente com a dança, Ana Victória lembra que percebia o estranhamento no olhar de outros pais e também em alguns colegas. Ela afirma que procurou os professores na escola para conversarem sobre o convívio de Gabriel com os demais alunos. “Sempre tivemos o maior apoio da escola e da professora de balé que logo percebeu o talento e a paixão de Gabriel pela dança, mas aí um dia o Gabriel veio me perguntar o que era gay, pois uma coleguinha chamou ele de gay”, conta.

Preocupada como Gabriel iria encarar esse tipo de preconceito, Ana Victória e o marido Paulo Henrique de Barros, orientaram que ele ignorasse o que a coleguinha disse. “Mas não teve jeito. Sempre ensinamos para ele que mentir era errado e, quando eu revelei que gay era um homem que gostava de outro homem ele disse que não podia deixar assim, pois ele não era gay”, conta. Ana Victória conta que procurou a escola que chamou os pais da menina para conversarem.

Mas esse foi apenas o começo do preconceito que Gabriel precisou enfrentar. “Quem disse que dança não é coisa de menino e por que isso”, questiona. Para quem está começando, ele diz que não se deve ficar quieto quando alguém falar alguma coisa ruim a seu respeito. “O melhor jeito e conversar com seus pais para tentar resolver”, conta.

À medida que os problemas eram resolvidos com o apoio da escola e da família, Gabriel se mostrava ainda mais apaixonado pela dança. Como o talento, ele começou a se sobressair e conquistar a admiração das meninas e também dos meninos, que não deixaram de conversar com ele. “Não que não tenham pais que até agora não achem estranha a escolha de Gabriel, mas agora que ele já se apresentou no Teatro Guaíra e também na escola, os pais e colegas têm encarado mais a escolha de Gabriel como algo mais comum”, conta Ana Victória.

Conquista vai parar em Blog da Escola
A mais recente conquista de Gabriel, a seleção para integrar a escola Bolshoi foi o tema do Blog da escola. Nela ele conta que começou com três anos com a patinação e, após passar na seleção da escola de dança do Teatro Guaíra, participou de vários espetáculos e festivais. “Eu me apresentei 12 vezes no teatro Guaíra no ano passado (2016) em A Bela e a Fera. Também me apresentei em 2015 na Bambinata na peça Cravo e a Rosa. E Peter Pan no Teatro Positivo este ano”, conta.
Enfim, veio a seleção de Gabriel foi para receber uma bolsa de uma das mais prestigiadas escolas de balé do mundo que é o corpo do Teatro Bolshoi, localizado em Moscou, capital da Rússia. O Teatro Bolshoi da Rússia tem uma única filial: a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, localizada em Joinville, fundada em 15 de março de 2000.

Professora defende liberdade de escolha
Sobre o preconceito que existe em relação aos meninos que querem fazer balet, a professora de dança, Amanda Corrêa, da Escola Bambinata, afirma que o primeiro passo a se considerar é que gostar de dança é uma coisa comum, todo ser humano instintivamente se move ao som de uma música. O que acontece é que os meninos são ensinados a ir contra esse movimento natural, como se fazer uma aula de dança os tornasse frágeis ou afeminados, como muito se ouve. “Por isso é tão comum ter tão poucos bailarinos”, afirma.
Amanda ressalta que ao contrário do que se pensa, a figura masculina na dança demonstra força e virilidade. “A dança instiga a criatividade que hoje se faz tão importante quanto a alfabetização. Muito se trabalha além de aprender passos, as aulas contribuem para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, tomadas de decisão, liderança e alta performance”, diz.
“É preciso desde cedo não só falar aos pequenos sobre atitudes certas, mas também agir corretamente, acabar com os rótulos de gêneros para atividades como a dança, e deixar que a criança seja livre para se desenvolver da forma que se sente bem”, afima Amanda.

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Fonte do post: Ana Ehlert

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