domingo, 10 de dezembro de 2017

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Escola ajuda a formar consumidor consciente, diz pesquisa

Escola ajuda a formar consumidor consciente, diz pesquisa
Crédito da foto Para Alunos da escola Atuação, em Curitiba: consciência sobre a importância de poupar desde cedo (foto: Franklin de Freitas)
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Se haviam dúvidas sobre a importância da educação financeira nas escolas, a 1ª Pesquisa Nacional de Educação Financeira nas Escolas revelou, recentemente, números que comprovam as mudanças na vida das famílias. Um dos dados mais impactantes diz respeito à resposta dos pais à seguinte pergunta: “se partir de hoje você não recebesse mais o seu ganho mensal, por quanto tempo manteria seu padrão de vida atual?” Entre os pais dos alunos que não tiveram educação financeira, só 3% conseguiriam manter seu padrão de vida por até um ano ou mais, enquanto 53% manteriam por até seis meses e 44% por apenas um mês.

Já entre os pais com filhos que tiveram educação financeira, 25% conseguiriam manter seu padrão de vida por mais de um ano, 73% por até seis meses e apenas 2% por apenas um mês. O resultado impressiona por evidenciar o quanto o tema consegue fazer a diferença na vida da família dos alunos, possibilitando a conscientização sobre a importância de se ter reservas financeiras.

“Tais dados evidenciam o quanto o contato com o tema melhora a situação financeira das familias e gera maior diálogo em casa, resultando em maior compreensão dos filhos sobre a situação que a família atravessa”, afirma Reinaldo Domingos, presidente da Abefin.

Da mesma forma, quando o questionamento é sobre o quanto as crianças têm consciência sobre as limitações financeiras da família, fica claro que as educadas financeriamente tem maior conhecimento. Em 33% dos casos, as crianças educadas financeiramente conhecem parcialmente a situação da família, enquanto 67% conhecem totalmente as limitações. Por outro lado, entre as crianças não educadas, 43% não conhecem nada da situação, 51% conhecem parcialmente e apenas 6% conhecem totalmente.

Outro importante dado da pesquisa diz respeito a forma como as crianças usam o seu próprio dinheiro.  81% dos alunos educados financeiramentes gastam parte do que recebem e guardam outra a parte para os sonhos, enquanto 19% guardam tudo – o algo que não é o correto, pois é preciso ter equilibrio entre consumir e poupar. Por outro lado, nas famílias sem educação financeira, 15% dos pais não sabem como os filhos gastam e 66% afirmam que os pequenos gastam seu dinheiro rapidamente, enquanto apenas 11% gastam apenas uma parte e 7% gastam tudo.

Além disso, a grande maioria (71%) dos alunos que têm aulas sobre o tema ajudam os pais a fazerem compras conscientes, algo que nenhuma das crianças que não aprendem educação financeira faz. Enquanto 98% dos alunos com educação financeira se reúnem com a família para conversar sobre dinheiro, apenas 33% dos que não têm se reúnem.

A pesquisa é abrangente e outro resultado se destaca: a maioria dos pais/responsáveis acreditam que a educação financeira é um grande diferencial na formação de seu(s) filho(s). Dentre os que os filhos não recebem educação financeira, 88% afirmam isso e dentre os que os filhos têm educação financeira nas escolas, 95% afirmam. O reconhecimento é inquestionável.

Com apenas alguns dados desta extensa pesquisa é possível perceber o quanto a educação financeira nas escolas é um conteúdo transformador, que possibilita a todos que fazem parte do cotidiano dos alunos melhorias na adiminutração das finanças e maior foco na conquista dos sonhos, fomentando hábitos de consumo consciente.

A pesquisa foi realizada em parceria entre o Instituto Axxus, o Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (NEIT) do Instituto de Economia da UNICAMP e a Abefin (Associação Brasileira dos Educadores Financeiros).

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Fonte do post: Bem Paraná

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