sexta-feira, 21 de setembro de 2018

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O caso dos sete mortos que ninguém matou no Rio de Janeiro

O caso dos sete mortos que ninguém matou no Rio de Janeiro
Crédito da foto Para EBC
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Por volta das quatro da manhã deste sábado um comboio de dois blindados do Exército e um da Polícia Civil entrou no complexo de favelas do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. A ação interrompeu um baile funk na comunidade, houve correria e terminou com sete mortos esparramados ao longo de um quilômetro de via. Os responsáveis por essas mortes são um mistério que –alimentado por seus protagonistas– já se arrasta por quatro dias.

Os 15 homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), um corpo de elite da Polícia Civil, que, teoricamente, eram os coordenadores da operação, negaram ter disparado um único tiro. Após ouvir os depoimentos de três dos agentes na Delegacia de Homicídios, o delegado responsável pelo caso, Marcos Amin, chegou a afirmar que foram os militares.

De sua parte, o Exército que, além dos blindados, cedeu 17 soldados à ação, afirmou que os disparos tampouco saíram de suas armas. Eles, disse o porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Roberto Itamar, apenas ouviram os tiros e se depararam com os corpos já inertes.

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Fonte do post: El País

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