domingo, 20 de outubro de 2019

Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90
Cliente 728 x 90

TRT determina reintegração de ex-funcionária da Itaipu demitida na Ditadura Militar

TRT determina reintegração de ex-funcionária da Itaipu demitida na Ditadura Militar
Crédito da foto Para Sonia Castanheira – Arquivo pessoal
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125

Quarenta anos após ser perseguida e demitida da Itaipu Binacional pelo Regime Militar, a secretária bilíngue Sônia Lúcia Castanheira, 71 anos, será reintegrada ao quadro de funcionários da estatal binacional.

Em uma decisão inédita do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, em Curitiba, a justiça manteve a decisão de reintegração da ex-funcionária proferida  pela justiça do trabalho de Foz do Iguaçu, no início deste ano.

Sônia venceu o processo nas duas instâncias graças a Lei da Anistia, de 2012, que tornou público todos os documentos do tempo da ditadura militar. O acesso trouxe a comprovação de que Sônia não foi apenas perseguida, mas demitida de seu trabalho por conspiração dos militares.

Para o advogado Daniel Godoy Júnior, advogado de Sônia, a decisão repara um erro histórico e devolve a uma trabalhadora não só o direito a retorna ao trabalho, como também de registar sua dignidade e honra.

Prestes a completar 72 anos, Sônia Castanheira, que mora em Foz do Iguaçu, está pronta para voltar ao trabalho. “Esperei quarenta anos por esse dia”,afirmou.

Atualmente Sonia mora em Cidade de Leste, no Paraguai, e com o ânimo de uma jovem de 30 anos, a idade que tinha quando foi contratada, espera sua readmissão.

A Itaipu ainda não se manifestou sobre a decisão judicial.

 

Passado

No ano de 1976, quando ainda jovem, foi contratada para ser tradutora na Itaipu Binacional. Ela foi trabalhar como tradutora no lado paraguaio, embora em seu registro de trabalho, preenchido pelos militares, a função de contrato era a de escriturária. Nada depunha contra a jovem brasileira, exceto a opinião dos militares brasileiros, paraguaios e argentinos, que  taxaram Sonia como um risco a soberania sem a menor prova física ou testemunhal.

Demitida no ano de 1977, sob a acusação de ter estreitas ligações com grupos terroristas e subversivos, Sonia viu o sonho de seguir uma carreira sólida na Itaipu Binacional ser implodida pelas ditaduras sul-americanas. Quem assinou sua demissão foi o então presidente da Itaipu Binacional, General Costa Cavalcanti.

Relato

Nas redes sociais, Sonia contou sua história:

Entrei na Universidade de São Paulo em 1965.À minha geração correspondeu estar ou não de acordo com a Ditadura vigente. E, como é natural em uma juventude idealista estávamos contra. Se eu tivesse entrado em 1972, 3, 4 ou 5, não teria tido os problemas que tive e que corresponderam apenas aos da minha faixa etária, ou próximos a ela. Em 1966 fui morar no CRUSP (Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo), que um ano depois seria considerado como o centro do movimento estudantil brasileiro e, segundo os jornais da época, o foco da agitação estudantil. Acredito que apenas 2 ou 3% dos alunos de minha época poderiam ser favoráveis a um governo ditatorial. Entretanto, passavam dissimulados, ante a imensa maioria contrária a ela. Em 1966 comecei a namorar um paraguaio que não participava de manifestações, mas era uma das cabeças pensantes do movimento estudantil. No CRUSP moravam todos os dirigentes estudantis, alunos ou não da USP. Era uma espécie de sede da UNE. Eu era apenas parte da massa. Em outubro de 1966 fui presa em uma passeata no Largo do Patriarca. (400 estudantes presos no DOPS.) No ano seguinte fui presa quando voltava para o CRUSP, depois de uma Assembleia, que se realizou na Faculdade de Filosofia da Rua Maria Antonia. Eu e todos passageiros do ônibus da empresa VANI (que era o único que nos transportava ao CRUSP.) Discussões e opiniões diferentes motivaram uma algazarra, que obrigou ao motorista a fechar as portas e conduzir-nos à Delegacia do Bairro de Pinheiros. Seria tonto da minha parte dizer que eu não estava metida na confusão, assim como outros estudantes, mas não estava mesmo. Eu era simples expectadora.

Passamos a noite na delegacia e jamais dissemos que nada tínhamos a ver com a balbúrdia, pelo sentimento de solidariedade que nos unia. Tudo o que fosse prejudicar a um estudante, comprometia a todos os demais, que imediatamente se uniam, esquecendo possíveis divergências.

Depois disso, a vida seguiu e eu, já formada, consegui um emprego como secretária executiva bilíngue na Itaipu Binacional. A partir daí, só fui tomar conhecimento dos fatos com a Lei da Anistia. O que tenho na memória dos fatos é o que soube pelos documentos que vi somente depois da minha anistia. Não os conhecia. Serviram para armar um quebra cabeça pois eu desconhecia a razão de toda a violência que sofremos. Não havia maneira de averiguar, já que no Brasil vivíamos em ditadura e no Paraguai uma pior. A maneira que os documentos vieram do Brasil ao Paraguai e foram do Paraguai ao Brasil deixa claro que estávamos ante a operação Condor. Nem meus chefes, diretores, conheciam os motivos. Eram documentos secretos e com eles tolheram vidas, trabalhos e jogaram com nossas famílias. Foi duro viver, foi duro assistir o medo dos demais de relacionar-se conosco, foi duro sentir-me como leprosa e discriminada, marginalizada por “quase” todos e, finalmente, foi duro absorver a história total porque os delatores eram meus “amigos” (???). Depois da anistia recebi uma cópia do meu dossiê. Estava em um aniversário quando ne entregaram o pacote. Me retirei e não parei até ler as quase 400 folhas. Vomitava e me indignava. Esse dia decidi que processaria a Itaipu, na qual trabalhei desde antes da abertura de seu primeiro escritório (requisitada pela Embaixada do Brasil ). É uma briga de David contra Golias, mas eu tinha essa dívida comigo mesma“, relatou.

Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125
Post Topo 747 x 125

Fonte do post: Banda B com assessoria

Notícias Relacionadas

Comentar: TRT determina reintegração de ex-funcionária da Itaipu demitida na Ditadura Militar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WhatsApp 596