sábado, 20 de Abril de 2019

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Barragem se rompe e casas são ‘engolidas’ por lama em Minas Gerais. “A cidade está um pandemônio”, diz moradora

Barragem se rompe e casas são ‘engolidas’ por lama em Minas Gerais. “A cidade está um pandemônio”, diz moradora
Crédito da foto Para (Foto: Reprodução/ TV Globo)
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Uma barragem da mineradora Vale rompeu a manhã desta sexta-feira (25) em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte.

O rompimento foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que enviou equipes para o local. A defesa civil também foi acionada.

Ainda não há informações obre a dimensão do acidente. Fotos enviadas por moradores da região aos Bombeiros mostram uma grande quantidade de lama atingindo casas.

Em nota, a Vale afirmou que o rompimento de uma barragem na Mina Feijão na manhã desta sexta-feira fez com que os rejeitos atingissem a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco.

A Vale também informou que acionou o Corpo de Bombeiros e ativou o seu Plano de Atendimento a Emergências para Barragens.

De acordo com a site da companhia, a Barragem VI – córrego do Feijão foi construída em 1991.

Há três anos, em Mariana (MG), barragem da mineradora Samarco se rompeu causando a maior catástrofe ambiental do país. A empresa pertence às companhias Vale e BHP Billiton.

O acidente que deixou 19 mortos e dezenas de desabrigados. As investigações ainda não foram concluídas.

Cidade está um “pandemônio”

Após rompimento da barragem, moradores procuram se abrigar nas áreas mais altas da cidade e ter informações sobre familiares e conhecidos que estavam próximos ao local. “A cidade está um pandemônio. As pessoas estão muito assustadas”, relata Genilda Dalabrida, dona de um restaurante na cidade.

Genilda disse que os moradores estão acompanhando os resgates e procurando familiares, amigos e conhecidos que estavam próximos ao local e podem ter sido atingidos. “Você vê pessoas com celular na mão, tentando falar com família”, disse. Genilda relata que está tentando encontrar o ex-marido, que trabalhava no local, mas ainda não conseguiu contato.

De acordo com Genilda, além desse esforço, moradores estão buscando se deslocar para regiões mais seguras, nas áreas mais altas da cidade. Os donos de comércios no centro estão fechando as lojas.

“A preocupação é quem não está lá ir para locais seguros. Minha funcionária foi, voltou, e disse que a água estava baixa. Ela contou que vai para a casa da sogra, em um distrito mais alto”.

Seu restaurante fica em um local na área mais alta. Ela chamou amigos para se abrigarem lá. “Nós estamos seguros porque não estamos perto do rio. Tem muito lugar para espalhar até chegar aqui, não temos risco”, disse.

Defesa Civil vai até Brumadinho avaliar situação

Uma equipe da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, está se dirigindo à Brumadinho para avaliar a situação após o rompimento da barragem no município.

Fazem parte da equipe o secretário, Alexandre Lucas; o diretor do Centro Nacional de Monitoramento, Armin Braun, e técnicos da Defesa Civil. O ministério informou que está em contato com a Defesa Civil da prefeitura, à frente da atuação em razão do episódio. A equipe do Ministério de Desenvolvimento Regional deve chegar a Brumadinho hoje à noite.

A barragem pertence à mineradora Vale, a mesma empresa responsável pela estrutura que rompeu na também cidade mineira de Mariana. Em nota, a empresa informou que se trata de uma barragem na Mina Feijão.

“As primeiras informações indicam que os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco. Ainda não há confirmação se há feridos no local. A Vale acionou o Corpo de Bombeiros e ativou o seu Plano de Atendimento a Emergências para Barragens”, informou a empresa.

Segundo a empresa, a prioridade é “preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade”.

O comunicado não explica a causa do rompimento.

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Fonte do post: Bem Paraná com Agência Brasil e Folhapress

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