domingo, 13 de junho de 2021

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Além dos 6 presos, promotor não descarta denunciar mais pessoas pela morte de Daniel

Além dos 6 presos, promotor não descarta denunciar mais pessoas pela morte de Daniel
Crédito da foto Para Daniel morreu aos 24 anos (Foto: Vitor Silva/SSPress/Divulgação Botafogo)
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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) não descarta pedir a prisão de mais pessoas, além das seis já presas, pelo assassinato do jogador Daniel Corrêa de Freitas. Em entrevista concedida à Banda B nesta segunda-feira (12), o promotor João Milton Salles explicou que o órgão está aguardando o encerramento do inquérito e, pelo conjunto das provas, apontar a participação de cada envolvido no crime.

“Há pessoas na festa que cometeram crime e há pessoas que não, mas podemos ainda vir a ter a hipótese de alguma pessoa que não está no hall dos apontados e que venha a ser demonstrado como tendo feito algo criminoso”, comentou Salles.

Seis pessoas estão presas pelo crime até o momento. Edison Brittes Junior, que confessou ser o autor do homicídio; a esposa dele, Cristiana Brittes; a filha do casal, Allana Brittes; e os três jovens que estariam no carro que levou Daniel até a Colônia Mergulhão: Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19 anos, David Willian Villero Silva, de 18, e Igor King, de 20. Todos irão responder por homicídio qualificado, incluindo Cristiana e Allana, que não participaram diretamente da morte, mas colaboraram na coação de testemunhas.

O MP-PR agora aguarda resultados periciais para fazer uma “fotografia do fato” e conseguir imputar as condutas de cada um. “Há pessoas ali que são testemunhas, que apenas estavam na festa, e há pessoas que participaram ativamente das agressões, que participaram ativamente da morte do rapaz e que participaram posteriormente na adulteração do local de crime, com objetivo de colocar uma cortina de fumaça para a ocultação do caso. Cada um responde na medida do que fez”, explicou o promotor.

Celular

Salles confirmou que Edison ligou para a mãe de Daniel com um número de celular que pertencia a um homem morto a tiros de fuzil, em 2016. “O fato de ele ter ligado para a mãe da vítima é absolutamente desumana, independente de que celular tenha usado”, disse.

Essa vítima de fuzil, segundo levantamentos da promotoria, teria envolvimento com crimes de receptação de veículos e adulteração de chassi.

Moto

Sobre a motocicleta da Brittes, uma Honda Cbr 1000Rr Repsol, estar em nome de um “patrão do tráfico”, Salles disse que isso ajuda a traçar um perfil de Edison. “O dono da moto possui um histórico de ligação ao tráfico que não é pequeno. São penas altas e, em uma delas, ele acabou preso em operação da Polícia Federal. Causa estranheza a motocicleta ser utilizada ostensivamente por uma pessoa e, na hora da verificação, perceber que ela pertence a um patrão do tráfico de drogas. São fatos diferentes, mas ajudam a entender a dinâmica conseguir achar um motivo para a crueldade. Essa forma animalesca é respaldada pela personalidade do agente, que tem um histórico diferente da normalidade”, afirmou.

O caso

O jogador Daniel Correa Freitas, de 24 anos, foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, ele estaria em uma festa e morreu após enviar fotos de Cristiana Brittes para amigos em um grupo de WhatsApp. Apontado como principal responsável pelo crime, Edison Brittes, o Juninho Riqueza, está preso.

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Fonte do post: Felipe Ribeiro e Flávia Barros

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