terça-feira, 27 de julho de 2021

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Comunidade de Jacarezinho debate construção de presídio

Comunidade de Jacarezinho debate construção de presídio
Crédito da foto Para Foto – Marcos Junior
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Uma reunião com representantes da comunidade de Jacarezinho, realizada na manhã desta quarta-feira (20), debateu a construção, no município, de um Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), para esclarecer detalhes do projeto e superar a resistência de setores da população. Participaram do evento o presidente da Câmara Municipal de Jacarezinho, Fúlvio Boberg (MDB), representantes do Poder Judiciário e Associação Comercial e Empresarial de Jacarezinho (ACIJA).

 “É uma medida necessária em razão da superlotação carcerária em várias cidades do Norte Pioneiro”, comentou Fúlvio Boberg, que além de vereador, é advogado atuante em várias comarcas da região e conhece de perto o drama das comunidades, em razão dos riscos iminentes de rebeliões e fugas, situação agravada em consequência das cadeias sem segurança e estrutura.

Na última semana a Tribuna do Vale divulgou a informação de que o Parque Industrial de Jacarezinho poderia ser o local que abrigaria o CDR, projetado para abrigar até 750 presos. A estimativa inicial era de 11.200 vagas. O Juiz da comarca local, Alarico Francisco Rodrigues de Oliveira Junior explicou que ainda não existe local definido. “É preciso que as lideranças da cidade possam verificar um espaço de no mínimo dois alqueires (48.400 m2). Existem algumas exigências para que a segurança seja garantida”, argumentou o magistrado.

Benefícios

O Juiz Alarico Junior também enfatizou que a construção de um CDR iria proporcionar a abertura de aproximadamente 750 vagas no sistema prisional. “Seriam presos da microrregião que seriam transferidos, abrangendo até as cidades de Bandeirantes, Siqueira Campos e Ibaiti”, complementou.

Outro ponto alertado pelo representante do Judiciário foi que seriam abertas aproximadamente 300 vagas de empregos diretos através de concurso público. “Seriam centenas de famílias de funcionários que iriam alugar casas ou construir na cidade, utilizar farmácias, supermercados, entre outros pontos do comércio que iriam girar na economia local”, enfatizou.

Delegacias

Um dado alarmante que o magistrado Renato Garcia destacou é que seriam necessárias mais de 2.500 vagas no sistema prisional para comportar todos os presos sentenciados. Ele ainda contou que na última semana uma comitiva esteve na 12ª Subdivisão Policial (SDP) constatando que um espaço para 40 presos, atualmente é ocupado por 120 pessoas.

“Com a construção do CDR, o prédio onde atualmente está a delegacia na área central seria desativado e poderia ter uma outra finalidade para o Poder Público”, explicou o juiz Renato Garcia.

Local

Um dos pontos mais debatidos durante a reunião foi sobre o local que poderia ser indicado para a vistoria do Departamento Penitenciário (Depen). Segundo informações dos representantes do Judiciário, o orçamento para a obra prevê investimentos estimados em R$ 27 milhões na construção deste CDR, mas alertou ser necessária a conclusão da fase burocrática até o final do ano.

A Presidente da ACIJA, Ana Carla Molini, destacou que o Distrito Industrial foi um dos pontos cogitados, mas a entidade é contra. “Existe um projeto para a instalação de empresas no local”, argumentou. O Presidente da Câmara Municipal também ressaltou que é contra a instalação do CDR naquele local. “É necessário verificarmos outros locais que possam suprir as necessidades exigidas”, assinalou Fúlvio Boberg.

Explicação

Os juízes Alarico Francisco Rodrigues de Oliveira Junior e Renato Garcia estarão na Câmara Municipal na próxima segunda-feira (25), durante a sessão ordinária. Eles irão aproveitar a transmissão da reunião pela internet e Rádio Educadora para levar ao conhecimento da população e vereadores detalhes do projeto do CDR.

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Fonte do post: Tanosite e Marcos Junior

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