terça-feira, 13 de novembro de 2018

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Para polícia, Daniel foi morto por Juninho após flagra na cama tirando foto da esposa

Para polícia, Daniel foi morto por Juninho após flagra na cama tirando foto da esposa
Crédito da foto Para Imagem Ilustrativa google.com
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O depoimento das testemunhas que estavam na casa da família Brittes quando o jogador foi espancado foi fundamental para a linha de investigação de policiais da Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana. No inquérito, o jogador Daniel Correa Freitas, 24 anos, foi morto por ter sido flagrado na cama de Edison Brittes Júnior, tirando fotos da esposa, Cristiana.

A versão da tentativa de estupro apresentada pelos indiciados foi rechaçada pelo delegado Amadeu Trevisan, que coordena as investigações. “Para nós, o Daniel simplesmente estava na cama, não houve a tentativa de estupro. Mesmo porque Daniel estava com 13,4 dg/L de álcool no sangue, muito embriagado, muito aquém de conseguir realizar um estupro. Daniel estava fazendo fotos, ele tem um grupo de amigos que postavam fotos para competir quem pegava mais mulher. Ele foi fazer a foto para mandar para os amigos porque a única palavra é a dela da tentativa de estupro, fora isso, nada. Pelo grau de embriaguez, dificilmente, ele iria conseguir estuprá-la. Estavam todos embriagados e a situação fugiu do controle da violência”, disse à imprensa, em coletiva nesta terça-feira (6).

 

 Daniel tirou selfie com a esposa de Juninho, momentos antes de morrer. Foto: Reprodução/WhatsApp
 Cristiana e a filha Allana Brittes prestaram depoimento à polícia na segunda-feira (5). De acordo com o advogado Claudio Dalledone, Cristiana está “aterrorizada” com toda a situação. A defesa garante que ela foi vítima de tentativa de estupro, precedido de uma importunação sexual e imagens compartilhadas sem autorização.

No entanto, as testemunhas ouvidas pela polícia alegam não terem ouvido gritos de socorro de Cristiana, segundo o delegado. “Só temos a palavra dela, mais nada. Não temos uma testemunha sequer que ficou na casa dizendo que ouviu gritos. Uma mulher quando está para ser estuprada dá muito trabalho, grito, defesa natural da mulher. Nada disso foi ouvido naquela manhã. Essas testemunhas estão esclarecendo o que realmente aconteceu dentro da casa e não a versão apresentada, até então, pelo indiciado”, disse Trevisan.

O exame de dosagem alcoólica realizado no corpo de Daniel, encontrado poucas horas após o crime, diz que o jogador estava com 13,4 dg/L de álcool no sangue, um nível bastante elevado. A polícia acredita que o crime tenha acontecido após Edison comprar uma garrafa de vodca e retornar para casa.

Os três, assim como Edison, Cristiana e a filha Allana Brittes devem ser indiciados por homicídio qualificado. A Polícia Civil não descarta pedir a conversão da prisão temporária da família Brittes em preventiva. “Daniel morreu de uma forma indefesa, não tinha como esboçar nenhuma reação, muito embriagado e quatro pessoas contra ele. Chutaram muito ele, chutaram a cabeça dele, com muita raiva, muita violência, xingaram muito. Foi muito desproporcional, assassinato cruel e brutal”, finalizou o delegado de São José.

Juninho

Para hoje (7), está marcado para acontecer o depoimento de Edison Brittes Júnior, conhecido como Juninho Riqueza, desmarcado nessa terça-feira (6) por ausência do advogado de defesa, Cláudio Dalledone.  Serão anexados o resultado de laudos, como necropsia e o de local de morte. A versão dele, já apresentada de maneira informal, é que a esposa gritava pedindo ajuda em uma tentativa de estupro.

Detalhes

Para a conclusão do inquérito, a polícia precisa esclarecer se Daniel ainda estava vivo quando teve o órgão genital decepado. De acordo com o depoimento de Allana, o jogador estava vivo quando foi colocado no porta-malas do carro da família. Depois de finalizado, o documento  será encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MPPR), que ficará responsável por oferecer a denúncia.

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Fonte do post: Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

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