terça-feira, 15 de outubro de 2019

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Faltam vagas e sobra presos no Norte Pioneiro

Faltam vagas e sobra presos no Norte Pioneiro
Crédito da foto Para Luiz Guilherme Bannwart
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Um levantamento feito pela Folha revela que a maioria absoluta das Cadeias Públicas do Norte Pioneiro está superlotada. A situação nas unidades da região é caótica e preocupa autoridades, moradores e a própria população carcerária. Em Ibaiti, por exemplo, a unidade deveria abrigar no máximo 20 presos, mas atualmente 131 dividem as celas. Somente este ano, a Polícia Civil registou 15 tentativas de fuga na carceragem.

 De acordo com o delegado Pedro Dini Neto, titular da 37ª Delegacia Regional de Polícia de Ibaiti, no último dia 12 uma ação integrada entre as polícias Civil e Militar, com agentes do Departamento Penitenciário (Depen), frustrou mais uma tentativa de fuga dos presos que poderia aumentar a estatística em 2017. “Tínhamos informações de que os presos tentariam promover uma fuga naquela madrugada e comunicamos o Depen. Então, deflagramos uma operação para vistoriar as celas, onde encontramos dez celulares, 12 carregadores, quatro estoques e uma furadeira artesanal construída com motor de ventilador”, disse o delegado.
Assim como a maioria das unidades do Norte Pioneiro, a Cadeia Pública de Ibaiti funciona de forma compartilhada com a Delegacia de Polícia Civil, no centro da cidade. Várias mobilizações pela construção de uma nova carceragem no município foram promovidas, porém, as tratativas não avançaram.
No dia 3 de dezembro, outra tentativa de fuga terminou em morte na Cadeia Pública de Cambará. Os presos tentaram render um agente do Depen e o investigador que atendia o plantão reagiu ao perceber as agressões contra o servidor através das câmeras de segurança. Dois tiros de advertência foram disparados pelo policial e acertaram dois presos, um deles morreu no local e o outro ficou ferido. Na ocasião, mais de 100 detentos dividiam as celas da carceragem.
Em Santo Antônio da Platina a Cadeia Pública possui 50 vagas, mas atualmente tem 126 presos. Em Jacarezinho a situação não é diferente. Construída para receber no máximo 48 detentos, a unidade abriga 88.

Luiz Guilherme Bannwart

Luiz Guilherme Bannwart - Conforme o delegado chefe da 12ª Subdivisão Policial de Jacarezinho, Amir Roberto Salmen, as 11 cadeias ligadas à subdivisão estão superlotadas
Conforme o delegado chefe da 12ª Subdivisão Policial de Jacarezinho, Amir Roberto Salmen, as 11 cadeias ligadas à subdivisão estão superlotadas

Conforme o delegado chefe da 12ª Subdivisão Policial de Jacarezinho, Amir Roberto Salmen, as 11 cadeias ligadas à subdivisão estão superlotadas. “Infelizmente, a superlotação carcerária não tem solução por parte da Polícia Civil. Pelo contrário, cabe ao organismo de segurança colocar nas cadeias agentes criminosos que praticam delitos e promovem a insegurança, colocando em risco a paz pública e ordem social”, salienta. “Toda medida para retirar presos das delegacias caberia ao Poder Executivo, Ministério Público, Depen e o Poder Judiciário. Preso não é problema da Polícia Civil”, pondera.
O delegado chefe da 11ª Subdivisão Policial, João Manoel Garcia Alonso Filho, responsável por nove comarcas, informou que a Cadeia Pública de Cornélio Procópio registrou apenas três tentativas de fuga em 2017 e que não há superlotação carcerária na unidade. “A cadeia tem capacidade para 197 presos e atualmente conta com 200. Entretanto, no início deste mês nós evitamos uma possível fuga na cadeia de São Jerônimo da Serra através de uma bate grade e inspeções rotineiras”, revela.

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Fonte do post: Luiz Guilherme Bannwart

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