Monday, 28 de September de 2020

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Polícia deflagra a 2ª fase da Operação Quadro Negro em quatro estados

Polícia deflagra a 2ª fase da Operação Quadro Negro em quatro estados
Photo Credit To Obras do Colégio Rui Barbosa em Jacarezinho foram abandonadas e irregularidade está sendo investigada pela polícia (Antônio de Picolli)
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Ação investiga desvios de recursos públicos de obras em escolas, duas delas em Joaquim Távora e Jacarezinho

Policiais do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) cumprem, desde a madrugada desta terça-feira (22), a segunda etapa da Operação “Quadro Negro” no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Bahia.
A ação conta com mais de 20 policiais dos quatro estados brasileiros e investiga supostos desvios de recursos públicos por meio de contratos com empresas para obras em escolas estaduais. Ao todo, serão cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.
Conforme as investigações, o esquema funcionava a partir da fraude de relatórios produzidos por engenheiros subordinados ao chefe de fiscalização e obras da Secretaria de Educação. Até o momento, conforme a Polícia Civil, estão sendo analisados dez contratos firmados entre a empresa Valor e a Secretaria de Estado da Educação, entre os anos de 2011 e 2014.
A reportagem tentou contato com os representantes da Valor Construtora e Serviços Ambientais, mas a empresa não deu retorno.
As obras investigadas são nas cidades de Santa Terezinha do Itaipu, Cornélio Procópio, Rio Negro, Campina Grande do Sul, Curitiba, Coronel Vivida, Joaquim Távora, Jacarezinho e Ponta Grossa.
Ainda de acordo com as investigações, em muitos casos os fiscais assinavam relatórios de andamento das obras sem nunca terem ido aos locais onde elas ocorriam.
Com isso, a Valor Construtora recebia pelos serviços, ainda que nunca os tivesse prestado. Segundo a polícia, a situação mais complexa é em Campina Grande do Sul, onde duas obras previstas estavam com apenas 1% realizado, enquanto constava 99% de conclusão nos documentos anotados.
Ao todo, a Valor recebeu, pelo menos, R$ 19 milhões do governo do estado para construir e reformar as 10 escolas paranaenses, segundo as investigações.
Existe ainda a suspeita de que o ex-diretor Maurício Fanini recebia 2% de cada fatura paga irregularmente à empresa. A fraude, conforme a polícia, também alterava o organograma para que os pagamentos fossem realizados.

Primeira fase

Em julho deste ano, na primeira fase da operação, cinco pessoas suspeitas de integrar o esquema foram presas. Entre os detidos estavam Fanini e a sócia-proprietária da Valor, Vanessa Domingues de Oliveira. Nesta fase, também foram apreendidos R$ 5 mil em dinheiro, computadores, celulares, pen-drives.
Um dia após as prisões, a empresa se ofereceu para terminar as obras, sem receber novos pagamentos do governo, numa tentativa de acordo, que não foi aceito.
Cinco dias depois, três suspeitos tiveram o prazo da prisão temporária expirado e deixaram a carceragem, em Piraquara. São eles: Vanessa Domingues de Oliveira, sócia proprietária da Construtora Valor, Viviane Lopes de Souza, engenheira da Valor e Tatiane Souza, ex-sócia da construtora.
Eduardo Lopes de Souza, procurador da Valor, teve a preventiva prorrogada por mais cinco dias, mas também deixou a prisão logo depois do prazo. Maurício Fanini, ex-diretor de engenharia, projetos e orçamentos da Secretaria de Educação, também já foi solto.
A defesa de Fanini, representada por Gustavo Scandelari, disse que “não há provas a respeito da participação do ex-diretor nos crimes investigados”.
O advogado de Eduardo Lopes de Souza, Claudio Dalledone, disse que está “analisando documentos”.
Em agosto deste ano, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) decidiu suspender contratos entre o governo do Paraná e a Valor Construtora.

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Post source : tanosite com G-1

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