Saturday, 26 de September de 2020

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‘Prefiro a vida da minha mãe’: os brasileiros que abriram mão do emprego por medo da covid-19

‘Prefiro a vida da minha mãe’: os brasileiros que abriram mão do emprego por medo da covid-19
Photo Credit To ARQUIVO PESSOAL
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O trabalho como agente de portaria em um condomínio de prédios residenciais se tornou um risco grande demais para Jessica Tomaz, de 25 anos.

A possível exposição ao coronavírus, diz ela, não estava apenas no contato com quem passava pela portaria, mas também no trajeto que ela precisava fazer. Eram dois ônibus lotados e um metrô para chegar ao trabalho em Águas Claras, no Distrito Federal.

E o medo de ter covid-19 não era por ela, mas pela mãe, Maria do Socorro, de 66 anos, que tem hipertensão. Foi por isso que, em março, no início da pandemia, ela pediu demissão.

“Fiquei com medo por conta de minha mãe, que é do grupo de risco. Entre a vida dela e o trabalho, prefiro a vida dela. Um emprego eu posso conseguir depois”, disse à BBC News Brasil.

Quatro meses depois de ter deixado o trabalho, o que pesa é o lado financeiro — “tá bem complicado”, diz.

Mesmo sem conseguir receber o auxílio emergencial por ainda constar como empregada no sistema do governo, Jessica continua segura da decisão e diz que, no atual cenário, não pensa em procurar outro trabalho.

“Só saio para o necessário mesmo, e até isso é perigoso — banco ou mercado — porque tem contato muito grande”, diz. “Mas a primeira coisa que vou fazer quando essa vacina sair é ir atrás de um emprego.”

Por enquanto, ela afirma que está apertando as contas e que a família tem contado com a aposentadoria da mãe e a ajuda de uma ex-patroa da mãe.

Fora da força de trabalho

Nas estatísticas de emprego, as pessoas que não estão trabalhando e que também não estão procurando um emprego são classificadas como fora da força de trabalho. Houve um aumento de 9 milhões de brasileiros nessa situação na comparação de março a maio deste ano com o trimestre anterior.

A população fora da força de trabalho totalizava 76,8 milhões de pessoas no início de julho, segundo o dado mais recente da pesquisa Pnad Covid, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desse total, mais de 28 milhões disseram que gostariam de trabalhar. Segundo o IBGE, “cerca de 19,4 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam”.

E por que o desemprego não cresceu muito?

Quem está numa situação parecida com a de Jessica não é considerado desempregado exatamente porque não está em busca de um emprego.

Para ser enquadrado como desempregada, a pessoa precisa estar desocupada e procurando ativamente um trabalho.

É exatamente por isso, segundo especialistas, que a taxa de desemprego não aumentou tanto durante a pandemia.

“Passamos por um período atípico que acabou fazendo com que a estatística da taxa de desemprego perdesse um pouco da função de captar quanto o mercado de trabalho está sendo afetado por uma crise ou não”, disse economista Bruno Ottoni, pesquisador do IDados e do Ibre/FGV. “O que observamos foi muita perda de emprego, mas aumento tímido do desemprego.”

No trimestre que vai de março a maio, a taxa desemprego ficou em 12,9%, ou 1,2 ponto percentual acima da taxa de 11,6% registrada no trimestre de dezembro de 2019 a fevereiro de 2020.

O IBGE informaria a taxa de desemprego do segundo trimestre de 2020 nesta quarta-feira (29), mas adiou a divulgação da pesquisa, que vem sendo feita por telefone, para 6 de agosto.

Bruno Ottoni projeta que essa taxa de desemprego do segundo trimestre vai subir para 13,7%. Ele acredita que, com medidas de isolamento sendo relaxadas em diferentes regiões do país, muitas pessoas que estavam desocupadas e sem procurar emprego vão passar a procurar emprego.

“Mas achamos que a taxa de desemprego também não vai subir muito mais que isso porque ainda vai ter gente que não vai procurar — como pessoas mais velhas e com comorbidades, que podem preferir esperar —, e algumas pessoas também vão conseguir emprego, com reabertura do comércio.”

Para ler a matéria completa na BBC Brasil clique aqui.

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Post source : BBC Brasil

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