A chance do El Niño atingir a categoria “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro chegou a 81%, afirma a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). De acordo com a agência de previsão climática dos Estados Unidos, caso a previsão seja confirmada, este será o maior El Niño desde 1950, ano do início da série histórica.
A previsão de que o fenômeno climático pudesse se intensificar ao longo de 2026 já vinha sendo monitorado pelo mundo, mas não se sabia qual seria sua intensidade. O novo boletim da NOAA traz novas informações e acende um alerta em todo o mundo.
El Niño poderá perdurar até outono de 2027
Caracterizado pelo aquecimento das temperaturas da superfície no mar no Pacífico Equatorial e na mudança da pressão atmosférica e dos ventos, o fenômeno El Niño poderá perdurar até os meses de maio e junho de 2027, quando inicia-se a primavera no Hemisfério Norte e o outono no Hemisfério Sul.
Esse fenômeno ocorre, normalmente, em intervalos que podem variar de dois a sete anos, e tem duração aproximada de um ano. Ele desencadeia mudanças no regime de chuvas em diversas regiões do planeta, um efeito conhecido como teleconexão climática.
No caso do Sul do Brasil, e especialmente do Paraná, a tendência histórica é de aumento no volume de chuvas, principalmente durante a primavera e o verão.
No mês passado, a diretora da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, já havia alertado que o mundo poderia enfrentar um El Niño capaz de “exacerbar a seca e as chuvas intensas e aumentar o risco de ondas de calor tanto em terra quanto no oceano”.
De acordo com a NOAA, um El Niño com grande intensidade não significa necessariamente que haverá eventos climáticos graves, mas sim que a probabilidade de que eles ocorram seja maior em diferentes regiões do planeta.













