Mais de 33,4 milhões de brasileiros aptos a votar não compareceram às urnas neste domingo (4), durante o 1º turno das eleições 2026. A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e foi a maior registrada em uma eleição presidencial desde 1998.
O número de eleitores que não votaram chama atenção também quando comparado à diferença entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidatos que avançaram ao 2º turno. O herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro concluiu a primeira etapa à frente do petista por cerca de 2,2 milhões de votos.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio recebeu 56.104.503 votos, ou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somou 53.879.538 votos, ou 45,16%. Ou seja, o volume de eleitores ausentes das urnas foi aproximadamente 15 vezes maior que a distância entre os presidenciáveis.
A legislação eleitoral determina que, para vencer a eleição presidencial no 1º turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos (50% mais um). Votos brancos e nulos, que somaram 1,84% e 2,93%, respectivamente, não entram nessa conta.
Como nenhum candidato alcançou esse percentual, a disputa pelo Palácio do Planalto será definida em segunda votação, no próximo dia 25 de outubro.
Abstenção é a maior desde as eleições de 1998, diz TSE
O índice de abstenção registrado neste domingo (4), durante o 1º turno das eleições 2026, é o maior registrado pela Justiça Eleitoral desde 1998.
No comparativo com a disputa presidencial de 2022, pouco mais de 32 milhões de eleitores aptos a votar se ausentaram no 1º turno (20,95%). Ou seja, o Brasil registrou aproximadamente 700 mil abstenções a mais do que quatro anos atrás.
Na corrida presidencial de 2018, por sua vez, a abstenção havia sido de 20,33%, com cerca de 29,9 milhões de eleitores ausentes.
Apesar do aumento em relação aos últimos pleitos, o índice de 2026 ainda ficou abaixo do registrado em 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu às urnas. Naquele ano, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi reeleito presidente ainda no 1º turno.
















