*Abatiá (PR), 05 de dezembro de 2025* – A Patrulha Maria da Penha dos municípios de Cornélio Procópio e Jacarezinho promoveu uma palestra na *Aldeia Indígena Ywy Porã – Posto Velho*, em Abatiá, dentro da *Operação Mulher Segura/PR*. O evento reuniu cerca de *80 pessoas* e integrou a programação da *Festa Tradicional Tekoa Ywy Porã*, que celebrou 20 anos de resistência, preservação cultural e fortalecimento da identidade indígena sob a liderança do cacique Walace.
*Conscientização e prevenção*
A soldado *Dhynes*, pertencente ao 18º BPM (18º Batalhão de Polícia Militar), ministrou a palestra “Os desafios da PMPR no enfrentamento ao feminicídio”, apresentando dados, exemplos e reflexões sobre a realidade enfrentada pela corporação no atendimento às ocorrências de violência doméstica. Foram explicadas as *cinco formas de violência doméstica* – física, psicológica, sexual, patrimonial e moral – com situações práticas que auxiliam no reconhecimento de sinais de abuso. Também foi abordado o *ciclo da violência*, suas fases e consequências, além da influência de fatores como álcool, drogas e questões emocionais, incluindo o risco de suicídio.
O Soldado *Manuel*, também do 18º BPM, explicou sobre os desafios e os resultados obtidos com a proposta de policiamento de proximidade. Destacou que, em característica específica, essa modalidade é essencial nas Patrulhas Maria da Penha, que atuam não apenas na repressão (prisões e abordagens), mas principalmente na prevenção. O trabalho envolve identificar problemas locais, interagir com moradores — como estudantes, idosos e comerciantes — e buscar soluções conjuntas, valorizando o diálogo e a participação cidadã para ampliar a sensação de segurança.
O Soldado *Jacob* enfatizou a área de atuação e responsabilidade do 2º BPM (2º Batalhão de Polícia Militar), destacando também os mecanismos e ações de suporte às vítimas realizados em conjunto com a rede de apoio de cada município, composta pelo CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), profissionais da área da saúde e pelo Conselho Tutelar.
*Participação comunitária*
O encontro contou com espaço para diálogo aberto, permitindo que os participantes compartilhassem experiências, dúvidas e preocupações. A receptividade da comunidade demonstrou interesse em aprofundar o debate e firmou o compromisso de seguir promovendo ações de conscientização.
*União de forças*
A atividade teve a presença de diferentes instituições, como a *FUNAI*, acadêmicos do curso de Direito da *Universidade Estadual de Ponta Grossa*, além de representantes de setores públicos e parceiros regionais. A união entre órgãos públicos, lideranças tradicionais e sociedade civil reforçou a importância da cooperação para o enfrentamento da violência doméstica e para a proteção das mulheres indígenas.
*Formas de denúncia e canais de apoio*
Durante a palestra, foram reforçados os principais *canais de denúncia e apoio às vítimas de violência doméstica:*
• *Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher)* – serviço nacional gratuito e disponível 24 horas, que orienta e encaminha casos de violência.
• *Disque 190 (Polícia Militar)* – para situações de emergência e risco imediato.
• *Delegacias da Mulher* – unidades especializadas no atendimento às vítimas, com suporte jurídico e psicológico.
• *Aplicativo 190 PR* – ferramenta digital que permite acionar a Polícia Militar de forma rápida e segura.
• *Rede de apoio comunitária* – incentivo para que familiares, vizinhos e lideranças locais denunciem casos suspeitos e ofereçam suporte às vítimas.
A equipe destacou que *denunciar é um ato de proteção e responsabilidade coletiva,* fundamental para romper ciclos de violência e salvar vidas. Também foi ressaltada a importância de fortalecer a rede de apoio dentro das comunidades indígenas, garantindo que mulheres tenham acesso à informação, acolhimento e segurança.





















