Um caso de agressão brutal contra uma mulher trans em Jacarezinho (PR) ganhou repercussão nas redes sociais e entre autoridades. A vítima foi atacada covardemente por um grupo de pessoas na madrugada de segunda-feira (14), logo após o encerramento da Fetexas. A Polícia Civil se manifestou oficialmente e reforçou o compromisso com a investigação e proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade.
O delegado Amir Salmen, chefe da 12ª Subdivisão Policial de Jacarezinho, condenou duramente o episódio, classificando-o como um ato “monstruoso” e lamentável. Segundo ele, a mulher trans foi agredida fisicamente por mais de duas ou três pessoas e deixada desacordada na rua.
“Foi uma agressão covarde, que nos causa grande tristeza. A Polícia Civil está empreendendo todos os esforços para identificar, localizar e levar à Justiça os responsáveis”, declarou o delegado.
Delegacia de Proteção a pessoas vulneráveis será inaugurada
Durante o pronunciamento, Amir Salmen também anunciou a inauguração, nos próximos dias, de uma nova delegacia especializada na proteção de pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade.
“Teremos um ambiente adequado para acolher essas pessoas, evitando a revitimização e o sofrimento adicional. Essa nova estrutura tem como função garantir respeito, dignidade e proteção às vítimas de crimes motivados por preconceito”, destacou.
O delegado reforçou que o caso será tratado com prioridade pela Polícia Civil do Paraná e aproveitou para denunciar o preconceito ainda presente na sociedade.
“Vivemos em uma sociedade extremamente machista, onde pessoas trans ainda são perseguidas e agredidas. Nosso dever é proteger essas vidas e garantir que a justiça seja feita”.
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