Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram na manhã desta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. No caso do Banco do Brasil, a paralisação dos colaboradores ocorre de forma parcial, conforme as bases sindicais que rejeitaram a proposta de acordo da categoria.
Os funcionários da Caixa rejeitaram a proposta de renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) após meses de negociação entre o sindicato que representa os trabalhadores e a direção da instituição financeira.
Entre as principais reivindicações dos colaboradores está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Outros pontos de divergência também foram apontados pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, que afirma que mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a proposta apresentada pela instituição, culminando na greve nacional.
Além do Saúde Caixa, os funcionários também cobram a aplicação da Norma Regulamentadora (NR-1), que institui regras para a saúde e segurança no ambiente de trabalho e promove o combate a metas de trabalho abusivas.
Entre os temas negociados, estão a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que rege a segurança e a saúde no ambiente profissional; o combate a metas de trabalho abusivas; e a busca por ambientes de trabalho mais saudáveis.
Após greve, Caixa diz que “diálogo está aberto”
A Caixa Econômica afirma ter marcado uma nova rodada de negociações para esta quinta-feira (10). A orientação das entidades sindicais, entretanto, é que a greve seja mantida até que eventuais avanços sejam alcançados na mesa de negociação.
Em comunicado divulgado à imprensa, a Caixa Econômica disse que “mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”.
De acordo com o Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba, a capital paranaenses e a Região Metropolitana contaram com “forte adesão na base do Sindicato”. Nesta quinta, os grevistas se reuniram na região Central de Curitiba, na sede da Caixa localizada na Praça Carlos Gomes.
As mobilizações, que ocorrem em todo o país, surgem após a assinatura da nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), firmada por entidades sindicais e pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O acordo prevê reposição integral da inflação, baseada nos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de um aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. Esse reajuste também é previsto para benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e demais auxílios.
Greve no Banco do Brasil
Ao contrário da Caixa, a paralisação no Banco do Brasil não é nacional e acontece apenas nas bases sindicais que rejeitaram a proposta da categoria. As praças que aderiram à greve estão localizadas em Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. As demais bases aprovaram o novo acordo coletivo, que já foi assinado.
Em nota, o Banco do Brasil afirma que “para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país”.
O banco alega que mantém as negociações abertas com as bases sindicais que rejeitaram a proposta
A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do BB abrange 414 mil bancários em cerca de 3,6 mil municípios, com vigência até 31 de agosto de 2028. O acordo também prevê aumento real de 0,6%, assim como reajustes para salários, participação nos lucros, vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche.
Atendimento aos clientes
Apesar da greve, a Caixa e o Banco do Brasil mantêm os canais digitais para o atendimento dos clientes, que contam com o aplicativo Caixa, o internet banking, o WhatsApp da Caixa, o Caixa Tem e outras plataformas.
O Banco do Brasil também conta com seu Internet Banking, Central de Relacionamento e WhatsApp. Os telefones informados pelo banco são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-729-0001, para as demais localidades.

















