Citando o novo bloqueio na BR-277, o governador Ratinho Junior cobrou agilidade do Governo Federal para as delegações dos primeiros lotes da nova concessão de rodovias no Paraná. Do Japão, onde participa de reuniões com empresários locais, ele afirmou que a solução de longo prazo para a rodovia, que é a principal ligação de Curitiba com o Litoral, passa pela nova concessão.
“Precisamos buscar uma solução com as concessões das rodovias. Estamos esperando uma proposta do Governo Federal para finalizar essa parceria, que é tão importante para a nossa infraestrutura. O Paraná tem pressa, o crescimento econômico do Paraná é maior que o do Brasil, temos uma das maiores gerações de emprego do país, então temos que ter infraestrutura adequada. Por isso, temos que tirar a política de lado e fazer a parte técnica, para trazer mais soluções importantes ao Paraná de agora e do futuro”, afirmou.
Na última segunda-feira (6), o líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Hussein Bakri (PSD), afirmou que Ratinho Junior colocou o mês de março como data limite para o fechamento de um acordo. Caso contrário, as concessões podem ser realizadas separadamente. Ou seja, o Governo Federal ficaria responsável pelo certame das BRs e o Governo do Estado pelas PRs.
No vídeo divulgado nesta sexta-feira (10), Ratinho Junior endossou os termos do ofício encaminhado ao Ministério dos Transportes no dia do incidente e a preocupação com a celeridade das obras para a retomada da normalidade da ligação com o Porto de Paranaguá.
Modelo
O impasse atual está no modelo da concessão. O ministro Renan Filho viria ao Paraná na última sexta-feira (3), mas cancelou na noite anterior, acredita-se que por pressão política.
No formato definido até aqui, estão previstos investimentos de mais de R$ 50 bilhões em obras de duplicações, contornos e viadutos, que devem ser realizadas no período inicial dos contratos, que terão validade total de 30 anos.
O leilão será pela menor tarifa, com disputa livre, com um aporte financeiro em relação ao desconto concedido, chamado de seguro-usuário, para garantir a execução do acordo.















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