O Brasil pode estar a poucas semanas de um corte na taxa básica de juros, mas essa nova direção na política monetária não deve fazer muita diferença para uma parcela significativa dos consumidores no Brasil: os endividados do cartão de crédito, que enfrentam juros superando 400% ao mês – e que devem permanecer por muito mais tempo nesse patamar, segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles.
Os juros cobrados pelos bancos na modalidade do rotativo do cartão de crédito chegaram a 455% ao mês em maio, subindo mais de 40 pontos percentuais desde janeiro. A taxa média é a maior desde 2017, segundo o Banco Central.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem afirmado que tentará “encontrar um caminho” para uma possível redução nos juros. Até o momento, não há propostas concretas divulgadas com exceção do Desenrola, programa para Renegociação de Dívidas.
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