Novas regras para financiamento de imóveis por meio programa Minha Casa, Minha Vida entram em vigor a partir desta quarta-feira (22). Entre as principais mudanças está a ampliação do preço máximo de imóvel financiado, para R$ 600 mil, de acordo com a Caixa Econômica Federal.
As medidas foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS e visam ampliar o acesso ao financiamento habitacional no país, com aumento nos limites de renda familiar, novos tetos para valores de imóveis e ajustes nas condições de financiamento.
Para este ano, a meta do governo federal para o Minha Casa, Minha Vida é alcançar 3 milhões de unidades contratadas, o que reforça a demanda com a garantia de orçamento do FGTS.
O programa foi responsável por metade dos lançamentos do ano passado, o que impulsionou aumento de 10,6% do setor em 2025, com 453.005 unidades lançadas e valor geral de lançamento de R$ 292,3 bilhões, o maior índice da série histórica.
Novas regras ampliam acesso ao Minha Casa, Minha Vida
Com as mudanças, o programa Minha Casa, Minha Vida passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, ampliando o alcance para a classe média.
Confira como ficaram os novos limites de renda:
- Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
- Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
- Faixa 4: de R$ 12 mil para R$ 13 mil
A mudança no teto dos valores da renda familiar era uma demanda do setor imobiliário.
“Na prática, famílias com renda em torno de R$ 3.000, que anteriormente estavam enquadradas na Faixa 2, passam a acessar as condições da Faixa 1, beneficiando-se da redução da taxa mínima de juros”, afirma a Caixa.
No programa, as faixas 1, 2 e 3 recebem subsídios do governo e juros mais baixos. Já a faixa 4, que é focada na classe média, tem condições especiais de financiamento, sem subsídio direto, mas com juros reduzidos e maior teto de valor de imóveis.
Também houve aumento dos tetos dos imóveis financiáveis, que agora podem chegar a R$ 400 mil, na Faixa 3, e a R$ 600 mil, na Faixa 4, para a classe média. Enquanto as Faixas 1 e 2 seguem com limites regionais definidos de até R$ 275 mil, de acordo com o porte de cada município.
Entenda como funciona o Minha Casa, Minha Vida
O Minha Casa, Minha Vida foi criado pelo governo federal em 2009, como ferramenta de acesso à habitação aos brasileiros . Conforme as regras do programa, o valor máximo do imóvel a ser financiado depende da faixa de renda e do porte da cidade:
Faixas 1 e 2
- capitais com mais de 750 mil habitantes: até R$ 260 mil
- metrópoles com mais de 750 mil habitantes: até R$ 270 mil
- metrópoles com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: R$ 255 mil
- capitais com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: R$ 255 mil
Faixa 3
- até R$ 350 mil, mas agora passará para R$ 400 mil
Faixa 4
- até R$ 500 mil, mas agora passará para R$ 600 mil
As taxas de juros variam conforme a renda e a linha de financiamento. Para famílias com renda de até R$ 9.600, os juros partem de 4% ao ano e podem chegar a 8,16% ao ano, com possibilidade de redução para cotistas do FGTS. Já na faixa de classe média, a taxa nominal é de 10% ao ano.
Já os prazos de pagamento podem chegar a até 420 meses (35 anos), dependendo da modalidade escolhida.
*com informações do portal R7




















