A Secretaria da Saúde também já orientou as outra regionais a realizarem trabalhos similares em contato com as prefeituras. “Assim como fazemos o combate da dengue limpando o quintal de casa, precisamos desse olhar para não deixar acumular lixo e entulho para não dar oportunidade pra ter esse tipo de animais próximo das famílias paranaenses”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Nos últimos anos, o número de notificações de acidentes com escorpiões no Estado tem crescido, refletindo tanto a adaptação da espécie ao ambiente urbano quanto a melhoria na vigilância e registro dos casos. Por isso, a Secretaria reforça a importância da prevenção e do cuidado contínuo, mesmo durante o inverno. Em 2024, o Estado registrou 6.525 casos de picadas por escorpião. Este ano, o dado parcial já soma 3.603 acidentes.
ESPÉCIE MAIS COMUM – No Paraná, a espécie mais comum é o Tityus serrulatus, conhecido como escorpião-amarelo, cuja picada pode provocar reações graves, principalmente em crianças, idosos e pessoas com histórico de alergias. Embora a maioria dos acidentes seja de baixa gravidade, casos mais graves exigem atendimento médico imediato. A recomendação é que, diante de qualquer picada, a pessoa procure rapidamente uma unidade de saúde.
Vários tipos de escorpiões nativos são encontrados no Estado, como o marrom (Tityus bahiensis, Tityus costatus e Ananteris sp) e o pretinho, do gênero Bothriurus, espécies que não costumam provocar acidentes graves. Desde a década de 1980, o escorpião-amarelo, espécie altamente venenosa, passou a ser identificado em áreas urbanas do Paraná. Ele é o principal responsável por óbitos, especialmente entre crianças. Por se reproduzir de forma assexuada (partenogênese), uma única fêmea pode originar uma infestação, o que torna o controle ainda mais desafiador.
O escorpião-amarelo é uma espécie com grande capacidade de adaptação a ambientes alterados. Ele prefere locais quentes e úmidos e se abriga sob madeiras velhas, lenha, telhas, tijolos, restos de construção, entulhos, além de frestas em calçadas, muros e paredes. Lixo mal acondicionado e restos de alimentos também favorecem sua presença, já que atraem insetos, como baratas, que servem de alimento para o escorpião.
Para reduzir o risco de acidentes, a Sesa reforça um conjunto de medidas preventivas, que devem ser adotadas em residências, áreas externas e locais com maior risco de infestação:
• Manter a casa, quintal e terrenos limpos, evitando acúmulo de entulhos, restos de materiais de construção e objetos desnecessários.
Tampar ralos, caixas de gordura, frestas nas paredes e rodapés, e utilizar telas em aberturas e grelhas nos ralos.
• Afastar camas, sofás e berços das paredes e evitar que roupas de cama, cortinas ou mosquiteiros encostem no chão.
• Examinar roupas, calçados, toalhas e lençóis antes de usá-los, principalmente se estiverem guardados no chão ou em locais pouco utilizados.
• Utilizar luvas e calçados em atividades de jardinagem ou em áreas de risco.
• Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e forros.
• Instalar vedantes ou sacos de areia nas portas e janelas.
• Não usar inseticidas domésticos, pois não são eficazes contra escorpiões e podem dispersá-los.
• Eliminar fontes de alimento para os escorpiões, como baratas, mantendo o ambiente limpo e o lixo bem acondicionado.
TRATAMENTO – A picada de um escorpião causa dor imediata e intensa, que pode irradiar para o membro afetado e vir acompanhada de vermelhidão, suor local, adormecimento e, em casos mais graves, suor excessivo, agitação, tremores, náuseas, vômitos e salivação. Em caso de picada, deve-se procurar um serviço de saúde imediatamente.
O tratamento com soro antiescorpiônico é a única forma eficaz de combater o veneno e deve ser iniciado o mais rápido possível após a picada, quando indicado. O Paraná possui atualmente 225 serviços de saúde que são referência para aplicação de soros, distribuídos nas 22 Regionais de Saúde do Estado. As Regionais atuam com plantões permanentes para apoio e disponibilização destes insumos em todos os casos de acidentes.
Para tirar dúvidas sobre acidentes causados por animais peçonhentos e intoxicações, a população pode ligar no Centro de Informações e Assistência Toxicológica do Paraná (CIATox) que é vinculado à Sesa, no telefone 08000 410 148. Há ainda, outras três unidades do CIATox, ligadas aos Hospitais Universitários, são elas: CIATox Londrina (43) 3371-2244, CIATox Maringá (44) 3011-9127 e CIATox Cascavel (45) 3321-5261.
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