A cantora, empresária e atriz Preta Gil faleceu neste domingo (20), aos 50 anos, após uma longa batalha contra o câncer colorretal. A informação foi confirmada pela revista *Quem*. Diagnosticada em 2023, a artista compartilhou, de forma aberta, o processo de tratamento, incluindo cirurgias, recaídas e impactos na rotina pessoal.
Filha de Gilberto Gil, Preta construiu carreira musical marcada pela valorização da diversidade e da autoaceitação. Ao iniciar carreira solo no final dos anos 1990, rompeu padrões estéticos e enfrentou críticas relacionadas ao corpo e à representatividade. Álbuns como *Prêt-à Porter*, *Preta* e *Sou Como Sou* abordaram temas ligados à individualidade, identidade e inclusão.
Durante o período de tratamento, Preta utilizou suas redes sociais para abordar questões relacionadas ao câncer, racismo, gordofobia e padrões de beleza. Seu posicionamento público sobre a bolsa de ileostomia contribuiu para desmistificar assuntos considerados sensíveis, promovendo empatia e diálogo sobre saúde e pluralidade.
Além da contribuição artística, Preta Gil esteve à frente de iniciativas voltadas aos direitos humanos, ao empoderamento feminino e à equidade de gênero. Sua trajetória foi marcada pelo engajamento social e pela presença ativa em eventos culturais, como blocos de carnaval e grandes festivais.
A artista deixa um legado importante para a música brasileira e para movimentos de inclusão e representatividade. Seu posicionamento firme e transparente tornou-se exemplo de resistência e conscientização, especialmente no contexto da luta contra o câncer e das pautas sociais que abraçou ao longo da carreira.


















